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28 janeiro 2016
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Apesar dos valores mais altos, é possível adquirir todos os itens da lista sem se enrolar financeiramente. O segredo é pesquisar!

Janeiro é sinônimo de compra de mochila, caderno, canetas coloridas e muitos livros para quem tem filhos. O problema é que junto com a listinha extensa de material escolar que todas família recebem, vem o aumento de alguns itens.

 

Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (Abfiae), a alta do dólar atrapalhou um pouco a organização financeira nesse começo de ano porque, como alguns itens como papel que preenche os livros e cadernos são cotados pela moeda americana, diversos deles tiveram aumento médio de 10 por cento em relação ao ano passado.  E mais: além do impacto inflacionário, há também a pesada tributação que incide sobre alguns itens, que pode chegar até 47 por cento.

 

“Em outras palavras, mais do que nunca, é essencial que os pais planejem muito bem as compras de começo de ano e sejam muito cautelosos antes de adquirir objetos, parcelar parte das compras e ceder ao desejo de compra das crianças e adolescentes”, explica José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz.

 

E para encarar a realidade e não deixar que as compras de material escolar atrapalhem sua saúde financeira, o Portal Meu Bolso Feliz listou algumas estratégias práticas e eficientes:

 

1 – Pesquise muito

Não tem jeito. A solução ideal para encontrar os melhores preços é pesquisar e comparar valores, tanto do item de uma marca específica em lojas diferentes quanto a diferença de um produto de diferentes marcas. Por exemplo: um estojo simples tem diferença de preço enorme, que chega a 100 por cento em alguns casos. Para te ajudar nessa missão, que tal usar o site Buscapé? A ferramenta compara preço do mesmo produto em diferentes lojas e te mostra diversas opções e uma variedade enorme de valores. Assim, você terá uma noção melhor do custo de cada item.

 

Além disso, não poupe esforços na hora da pesquisa. Todos os itens, desde o lápis até os livros didáticos tem variação de preço de loja para loja. “Vai conseguir fugir da alta de preços quem tiver muita paciência para pesquisar e, claro, negociar”, explica Vignoli.

 

2 – Una forças e negocie

Para aumentar o poder de negociação você pode usar duas cartadas que funcionam muito bem. A primeira, obviamente, é pagar as compras à vista. “Até as lojas que  prometem a compra parcelada sem juros, muitas vezes, embutem os valores no preço do produto. Assim, quando você oferece o pagamento à vista, acaba conseguindo bons descontos”, explica Vignoli.

 

A outra sacada que costuma funcionar é se unir a outras famílias e comprar os materiais no atacado, ou seja, no sistema de comprar diversos itens do mesmo produto de uma vez só. A compra, nesse sistema, costuma ser bem mais vantajosa, mas é preciso ter alguém para dividir, afinal, você não vai precisar de tantos itens iguais. “Há dois anos uma mãe do colégio da minha filha me chamou para fazer compra com a turma dela que, na época, era composta de três mães. A ideia era comprar o material no atacado e economizar com lápis, caneta, estojo e cadernos escolares. Com esse meu novo grupo, que hoje já tem oito mães, nós, além de economizar nas compras, ainda trocamos livros e outros materiais. Assim, eu, que só tenho uma filha, posso doar os livros para outras mães no ano seguinte e acabo ganhando muita coisa bacana e em bom estado também. Ter uma turma de mães que dão suporte, principalmente nesse começo do ano, quando gastamos muito, é incrível.”

Santa Vieira, 54 anos, diarista

 

3 – Lidere esse tipo de iniciativa

A história da Santa pode servir de inspiração. Que tal conversar com algumas mães e pais do colégio dos filhos e ir às compras juntas? Cultivando esse tipo de relação você vai economizar e ainda fomentar um outro tipo de consumo: o colaborativo. Afinal, você pode doar os materiais e livros em bom estado para as crianças menores e, de quebra, ganhar o mesmo material daquelas que tem um ou dois anos a mais que seus filhos

 

4 – Antecipe compras e calcule quanto pode gastar

Apesar de a emoção falar alto – afinal, toda mãe quer comprar tudo que o filho precisa –, é importante encarar a compra de material escolar como qualquer outra compra. Por isso, vale calcular quanto pode gastar no mês com esses itens e, depois, fazer uma lista de prioridades. Ou seja, os livros e exigências do colégio são mais importantes do que renovar a mochila das crianças todo ano, certo? Para ajudar no processo, veja o que está em bom estado e pode ser reutilizado do ano anterior.

 

5 – Cuidado com a influência dos filhos

Como já dissemos em outras matérias, a influência dos filhos e a chantagem emocional é um perigo. Por isso, o ideal é deixar as crianças em casa quando for comprar o material escolar. Caso não seja possível, afinal, grande parte das crianças faz questão de participar desse momento, converse com eles antes de sair de casa. Explique que o momento é de contenção de gastos e que serão necessárias economias extras e muito foco na hora da compra. Dessa maneira, aquela lancheira linda da princesa da Disney, muito provavelmente, terá que ficar para outro momento.

 

 Saiba mais:

Dicas valiosas para economizar no mercado

Como economizar em tempos de inflação

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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