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26 maio 2015

Com um pouco de pesquisa, organização e determinação, você pode reduzir – e muito! – os seus gastos no mercado. Veja como e economize já neste mês

Você pode até ser uma pessoa financeiramente responsável. Pode saber muito bem o que cabe ou não no orçamento mensal, planejar os momentos de maiores gastos, como as festas de fim de ano, por exemplo, e ainda poupar uma grana para financiar seus sonhos e um futuro tranquilo. Atualmente, porém, uma boa organização financeira parece não ser o suficiente para não passar aperto no fim do mês. Com a inflação crescente e imprevisível comendo o seu salário mais um aumento no preço de diversos itens, é preciso, além de organização, uma boa dose de planejamento e jogo de cintura na hora de gastar.

 

Um dos principais focos dessa nova postura econômica é o supermercado. Segundo Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do IBGE, gastos com alimentação ocupam cerca de 20 por cento do total de despesas da família brasileira, atrás apenas da habitação (36 por cento). Considerando que no mercado, além de alimentos, compramos também produtos de higiene pessoal e limpeza, trata-se de uma soma, que, no fim do mês, engole boa parte do orçamento.

 

“Se você colocar na cabeça que dá certo, topar mudar alguns hábitos e manter-se firme, é perfeitamente possível gastar menos no supermercado”, garante Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil. Segundo nossos especialistas, dependendo do tamanho do seu orçamento, seus gastos mensais no mercado podem diminuir consideravelmente! Veja abaixo nossas dicas e comece a economizar no mercado já neste mês.

 

5 dicas para economizar no mercado

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1 – Antes de sair, planeje-se

Uma dúvida recorrente é se deve-se ir ao supermercado semanalmente ou mensalmente. Não existe uma opção melhor, mas sim uma periodicidade mais vantajosa para o seu perfil, renda e necessidades. Quem consome muitos legumes e frutas, por exemplo, não pode contar com uma grande compra para abastecer a família por um mês; por outro lado, aquele que costuma não resistir às tentações nas prateleiras, melhor evitar ir com muita frequência ao mercado. Para saber o seu perfil, veja as dicas que o Portal Meu Bolso Feliz já deu sobre o assunto.

Independentemente da periodicidade, o certo é que sem organização ninguém economiza. Prepare a boa e velha listinha de supermercado de maneira criteriosa. Verifique o que há na dispensa, com calma e meticulosidade, para só assim entender do que realmente precisa e em qual quantidade. Anote tudo. Prefira um horário em que não terá de correr com o carrinho. Reserve para esse momento um tempo folgado para ficar o necessário comparando produtos,  analisando sua composição e o preço unitário para, assim, escolher o melhor custo-benefício. O ideal ainda é ir bem alimentado. Com fome, a tendência é pegar salgadinhos e doces que em outras oportunidades você dispensaria. E evite levar crianças, capazes de, de uma forma ou de outra, engordar a sua lista.

 

2 – Pense grande… e pequeno

Antes ainda de sair para o supermercado, pare e pense: é este o local com os produtos mais em conta? Acabamos acostumados às conveniências, àqueles mais próximos de casa, às empresas mais famosas ou simpáticas, e fechamos os olhos para possibilidades que podem caber ainda melhor no bolso. Um exemplo dessa disposição a repensar hábitos é o casal inglês Ian e Rebekah Pugh, de Faringdon, que estão há mais de um ano sem ir a grandes mercados. Como? Segundo o casal,  trocando os supermercados por mercadinhos, açougues, quitandas e queijarias locais.  Além de economizarem metade do valor que gastavam antes, eles juram ter uma vida mais saudável e com menos desperdício. Em grandes cidades brasileiras tais dicas não são tão facilmente colocadas em prática, mas ficar de olho para ver se a carne está mais em conta no açougue ou se o sabonete está em promoção na farmácia é perfeitamente possível. Na hora de comprar preços, folhetos ajudam na tarefa, assim como alguns aplicativos para celular. Tanto o Meu Carrinho quanto o Facilista ajudam o usuário a comparar preços entre diversos estabelecimentos.

Não esqueça, claro, de colocar na conta o valor do transporte. Não adianta pagar menos na compra se para chegar ao mercado você gastou mais do que a quantia economizada.

 

3 – Aproveite as promoções

Sabe as famosas ofertas, presentes em todo mercado? Pois bem, se o item ofertado está na sua lista, aproveite a promoção. “O que não se pode fazer é comprar só porque o preço está barato, sem saber se de fato precisa do produto”, alerta José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz. Ofertas que são bem aproveitadas são aquelas envolvendo itens que consome com frequência e, preferencialmente, têm um prazo de validade relativamente longo. De qualquer maneira, antes de colocar o produto no carrinho, calcule o preço unitário, compare e, de novo, reflita se precisa mesmo do item.

Outra dica é ficar atento às promoções de cada estabelecimento. Alguns mercados ofertam um tipo de produto em determinado dia da semana, outros prometem “bater” o preço do concorrente e ainda há lugares em que itens perto da data de validade são vendidos mais baratos. “Uma padaria chique perto de casa vende seus pães, que são caríssimos, pela metade do preço depois das 22h. Para meu marido e eu compensa bastante, já que congelamos os pães e comemos aos poucos”, conta a dona de casa Geralda Dilger. Hoje em dia há, inclusive, cupons de desconto virtuais, como os disponibilizados pelo site Cuponeria.

 

4 – Considere as oportunidades

É quase automático. Você precisa fazer a compra do mês e vai a um supermercado. Nem lembra dos atacadistas. Podem não ser os mais charmosos, nem o ideal para todos os itens de que precisa, mas com certeza serão a solução para vários produtos. Como as quantidades são realmente enormes, vale considerar uma parceria com parentes ou amigos. Compra-se um pacote gigante de sabão em pó, por exemplo, e, na divisão, todos saem ganhando, economizando um bocado em comparação ao preço do varejo e criando uma reserva para os próximos meses. Só não arrisque de adquirir antes de acertar com os “sócios”. Outra dica é verificar quais os produtos da safra, já que costumam estar mais baratos. Não invente de comprar morangos fora de época. E aproveite para colocar um pouco a mão na massa, levando mais itens in natura. Os itens de uma lasanha, por exemplo, em vez de uma pronta, congelada, muito mais cara. Ou mesmo para fazer um feijão, em vez da versão enlatada. Por fim, comece a considerar outras marcas, que não as famosas, as tradicionais ou ainda aquelas a que você se acostumou a consumir.

 

5 – Saiba quem está no controle: você

Você dirá se o ideal é comprar semanal ou mensalmente, ir em supermercado, mercadinho ou atacadista, aproveitar ou não uma oferta. O importante é economizar e não desperdiçar. Você está no controle e, durante as compras, por maior que seja o trabalho, vale, sim, fazer suas anotações, manter o controle. O preço dos produtos, por exemplo, pode ajudar numa análise mais tarde, em casa, para pensar o preço de cada um ou se está valendo a pena adquirir naquele local. Lembre-se que o salário e as contas a pagar são suas e cabe a você gerenciar as suas finanças da melhor forma possível. Evite, por fim, levar produtos supérfluos ou quantidades exageradas. Em época de crise econômica, o consumidor responsável e organizado está em vantagem.

 

Saiba mais

Supermercado uma vez por mês ou toda semana?

 

Paula Aftimus

Paula Aftimus

Jornalista com especialização na State University of New York, editora de publicações e portais do Grupo Abril e especialista em mídias digitais. Passagem acadêmica pelas áreas de Serviço Social e Educação e MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV

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