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26 abril 2017
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Você sabe qual a melhor estratégia para quitar seus débitos? Fique atento ao passo a passo para não voltar à inadimplência

Quando você vê seu nome negativado, a primeira coisa que faz é procurar uma maneira de quitar sua dívida, certo? Mas esse não é exatamente o primeiro passo para resolver a questão. Antes disso é preciso se organizar e saber exatamente o que fazer para sair do vermelho e saber negociar. E o motivo é simples: ao negociar uma dívida muita gente não se planeja e não sabe exatamente quanto terá de dinheiro para honrar com o combinado. Segundo pesquisa do SPC Brasil e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 45% dos inadimplentes que negociaram as suas dívidas voltaram a atrasar ao menos uma parcela,  portanto, voltaram a ficar inadimplentes. E é exatamente essa falta de preparo e organização financeira que trará consequências negativas para sua saúde financeira.

Para entender melhor é preciso ter em mente que, ao negociar uma dívida, na prática, o devedor está criando uma nova dívida com outro valor, em substituição à antiga. “Por isso é importantíssimo que a proposta na hora da negociação seja realista”, alerta José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz. Então, antes de conversar com o credor para negociar o que deve é preciso seguir um passo a passo importante para se livrar, de uma vez por todas, da dor de cabeça:

1 – Foco no pagamento das dívidas

SIm, o primeiro passo é ter força de vontade e consciência de que é importante resolver o pagamento de dívidas assim que possível, para evitar o pagamento de altos valores devidos às taxas de juros. Então é preciso rever os hábitos de compras com foco na resolução deste problema. A mentalidade de “depois eu resolvo” é a pior cilada nesse momento.

2 – Coloque na ponta do lápis o que deve

Agora é a hora de sentar e entender o que deve e para quem deve. A dívida é de cartão de crédito? Cheque especial? Alguma parcela de um bem que você não conseguiu pagar? Junte todas elas e saiba exatamente qual o valor de cada uma.  Com essa organização feita, priorize a quitação  das mais importantes. “Se programe para pagar primeiro as dívidas com altas taxas ou que podem gerar corte de serviços essenciais como água e luz”, explica Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Lembre-se, também, que o valor da dívida inclui os juros cobrados. “Antes de falar com o credor você precisa saber exatamente quanto está pagando de juros para ter mais poder de negociação”, alerta Marcela.

3 – Organize suas contas e descubra quanto tem para quitar sua dívida

Com esse número em mente, o terceiro passo é organizar as contas , afinal, grande parte das pessoas que estão inadimplentes não fazem um planejamento mensal e, justamente por isso, não conseguem pagar suas despesas.

A – Anote todos os seus rendimentos.

B – Liste seus gastos e despesas.

C – Coloque os gastos em grupos e entenda onde você gasta mais. O Simulador Diagnóstico Financeiro pode te ajudar nessa tarefa.

Assim, com o valor que entra e o que sai todo mês, você terá ideia de quanto sobra e quanto você poderá reservar para parcela da sua dívida. Outro detalhe que não pode ser esquecido é que imprevistos acontecem e guardar um dinheiro é muito importante  Mas lembrese: quitar dívidas é sempre uma prioridade. Sempre falamos na necessidade de guardar dinheiro mas, se você tem dívidas, o ideal é quitálas antes, alerta Marcela.

4 – Corte gastos

Ok, você se organizou e concluiu que sobra pouco, ou nada, de dinheiro para quitar suas dívidas e poupar para emergências. Então, é hora de cortar gastos. Ao listar suas despesas, você terá descoberto quanto do seu dinheiro vai para supérfluos e compras não planejadas. Além disso, será que outros cortes como TV à cabo e redução da luz não podem ser feitos? Agora é hora de se controlar e reduzir todos os gastos possíveis.

5 – Negocie sua dívida

Agora finalmente chegou a hora de procurar o credor e negociar sua dívida. Para isso, é muito importante que você tenha seguidos os passos acima e saiba exatamente quanto tem para fazer um acordo e cumpri-lo. Por exemplo: sua dívida é de R$1.000 e, depois da organização das suas finanças, você concluiu que sobrará R$100 por mês para quitar essa dívida. Então não adianta aceitar uma proposta de parcela acima disso achando que você dará um jeito depois. Além disso, tome a iniciativa.  “Não é necessário esperar um feirão ou uma ligação da empresa. Vá atrás disso”, alerta Marcela. Se não souber quem deve buscar, entre em contato com a central de relacionamento da empresa.

Por fim, se precisar recorrer a outro tipo de financiamento para reduzir gastos utilize o Simulador de Troca de Dívidas e procure uma opção com juros menores. Outra alternativa é fazer um esforço extra para se livrar do problema. “Às vezes até a venda de algum bem para conseguir chegar ao valor ideal é uma opção”, finaliza Marcela.

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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