Imediatismo e impulsividade levam consumidor a pagar mais por um produto em forma de juros embutidos nos financiamentos.

Bater perna no shopping, exagerar nas compras do supermercado ou parcelar em dez vezes o celular do momento. Esses são alguns dos desejos e hábitos que fazem o brasileiro gastar mais do que efetivamente pode. Uma pesquisa divulgada no início deste ano pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) concluiu que 88% dos entrevistados se autodeclaram conservadores ou moderados quando vão as compras, mas 47% admitem, que movidos pelo impulso, já compraram algum produto que nem sequer chegaram a usar.

Outra constatação é que a maioria dos brasileiros recorre ao consumo para satisfazer vontades pessoais: 59% já compraram algo pensando “eu mereço”,  mesmo sem ter condições financeiras para arcar com o produto e 62% assumem que antes mesmo de receber o salário, já pensam nas compras supérfluas que farão no mês seguinte. “Com desemprego em baixa e reajustes salariais acima da inflação, temos assistido a uma crescente inserção do consumidor ao mercado de crédito, o que garante mais poder de compra. O problema é que a melhora da condição financeira da população nem sempre vem acompanhada de uma maior consciência sobre como gastar esse dinheiro“, explica José Vignoli, educador financeiro do Meu Bolso Feliz (http://meubolsofeliz.com.br/)– portal de educação financeira do SPC Brasil.

Os sonhos de consumo e os perigos da compra sem planejamento

Para realizar seus sonhos de consumo, 59% dos entrevistados admitem que já ficaram “no vermelho”. Segundo Vignoli, esse comportamento contribui para o elevado nível de endividamento da população. “Várias das conclusões do estudo reforçam a constatação de que o brasileiro tem satisfação em gastar o seu salário logo que recebe. Com uma visão mais imediatista para a realização de seus sonhos e desejos, ele acaba pagando a mais em forma de juros embutidos nos financiamentos. Isso explica o fato de o Brasil ser um dos países que menos poupa no mundo”, diz Vignoli.

Assim, o consumo não planejado deixa de ser um ato de prazer e leva parte da população ao descontrole do orçamento doméstico e a inadimplência. Por isso, o consumo precisa ser consciente, tanto para as pessoas que têm mais acesso ao crédito quanto às novas gerações que começaram a lidar com o dinheiro agora.

Controlar o impulso

Para entender melhor o porquê do descontrole financeiro e como fugir dele, é preciso saber lidar com a impulsividade. “É importante a pessoa compreender o que está sentindo no momento da compulsão. Quando o fato é racionalizado, você consegue freá-lo  com mais facilidade”, explica a psicóloga Cristiane Pertusi. E mais: sentimentos como a tristeza, estresse, angústia e carência são desencadeadores desse descontrole emocional. Por isso, quando sentir vontade de comprar algo, faça as três perguntas básicas “Eu preciso disso?” “Eu estou triste ou preocupado com alguma coisa?” “O que eu vou ganhar em troca?” e avalie bem se precisa mesmo daquilo.

“Como decorrência da baixa estima, algumas pessoas sentem a necessidade de se expressar por meio do que têm, camuflando problemas ou o seu status social com objetos novos e roupas”, explica Cristiane. Para fugir desse desejo e, consequentemente, do descontrole financeiro, a melhor alternativa é se conectar a outras coisas ou pessoas que também dão prazer. “Eu ia ao shopping e comprava sem parar. Estourava o limite do meu cartão de crédito e, na maioria das vezes, nem tirava as roupas da caixa. Com o tempo, entendi que queria fugir das brigas com meu marido e que comprar era uma forma de massagear meu ego. Hoje, quando tenho essa vontade, ligo para as minhas amigas ou faço algum tipo de exercício”, conta a enfermeira Marli Mattos.

Dicas práticas para não ceder aos desejos de compra

– Planeje suas compras antes de fazê-las. Ou seja, não gaste mais do que ganha. Para ajudar, faça uma planilha com suas despesas fixas. Os simuladores do Meu Bolso Feliz podem ajudar (http://meubolsofeliz.com.br/simulador-diagnostico-financeiro/)

– Saiba usar o crédito de maneira consciente e equilibrada. Exemplo: Se hoje você parcela um produto em dez vezes e, mês que vem faz o mesmo com outra compra, em dois meses terá duas parcelas em aberto e, claro, uma despesa muito maior.

– Sempre pesquise o preço e a qualidade do produto. Não se torne refém de nenhuma marca.

– Antes de ir às compras, tenha noção do que tem no armário. “A gente costuma comprar muita coisa por impulso e depois se dá conta de que tem algo parecido. Eu sempre sugiro que, de três em três meses, as pessoas deem uma bela organizada no armário. Primeiro para tirar de lá o que não se usa mais e, especialmente, para conhecer tudo o que tem”, explica Joanna Moura, colunista do Portal Meu Bolso Feliz.

– Esqueça o hábito de ir ao shopping para “bater perna”. “Essa mania é a melhor amiga do consumo por impulso. Saia de casa sabendo o que precisa e mantenha o foco durante a visita ao shopping”, diz Joanna.

– Antes de ir ao supermercado, faça uma lista e siga-a durante as compras.

– Quando passar por uma prateleira escrito “promoção’, avalie se precisa mesmo do produto.

O que é o Meu Bolso Feliz?

O portal Meu Bolso Feliz (http://meubolsofeliz.com.br/), uma iniciativa do SPC Brasil, une informações para mostrar às famílias e pessoas em geral da importância da educação financeira. Amplo e com um serviço completo, orienta cidadãos e explica qual é a melhor maneira de consumir e ter controle monetário.

 

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