Títulos públicos via tesouro direto

O que é?

Títulos públicos via tesouro direto

Tesouro Direto é um programa de venda de títulos do Governo Federal aos investidores interessados. Investir no Tesouro Direto é simples e as transações são feitas pela Internet. Existem várias empresas que administram esse tipo de aplicação, mas a maneira mais segura para você se informar é acessando o site do Ministério da Fazenda: www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto Você pode aplicar seus recursos na compra de títulos cujo prazo de vencimento varia entre o curto prazo (dois anos), médio prazo (até 10 anos) e longo prazo (que vencem até o ano de 2.050). Eles podem ser pré-fixados (quando a taxa de rentabilidade é determinada no momento da compra) ou pós-fixados (em que a remuneração vai depender da variação da inflação e dos juros do banco Central e só será definida no momento do resgate). Alguns títulos pagam juros semestralmente, mas há outros em que os juros são pagos apenas no vencimento da aplicação.

Os novos nomes dos títulos do Tesouro Direto

Com a intenção de democratizar o acesso aos papéis do Tesouro Direto, que nada mais são do que empréstimos ao Banco Central do Brasil, o Tesouro Nacional fez algumas alterações em seu site para facilitar o investimento, que pode ser feito por qualquer cidadão que tenha CPF. Uma das mais importantes alterações foi das nomenclaturas de alguns dos principais papéis. Antes, eles eram denominados por siglas, uma verdadeira “sopa de letrinhas” que só dificultava o entendimento, em especial para o investidor iniciante. Veja abaixo os novos nomes dos títulos do Tesouro Direto.

Títulos Prefixados

São aqueles em que se sabe exatamente a rentabilidade recebida entre o momento da compra e o vencimento. Os títulos deste tipo são: Tesouro Prefixado (antiga LTN) e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (antigo NTN-F).

Trata-se de títulos em que você tem determinado, logo de partida, a rentabilidade do título. Ou seja, quando você compra o título já sabe qual será o seu rendimento no vencimento. Há títulos disponíveis com pagamento de juros a cada 6 meses (Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) ou com recebimento integral apenas no vencimento do papel (Tesouro Prefixado). Estes títulos são indicados para os investidores que acreditam que a taxa prefixada oferecida pelo título será maior do que a Selic (taxa básica de juros da economia, determinada pelo Banco Central do Brasil).

Títulos Pósfixados

São corrigidos por um indicador e, portanto, o seu rendimento exato só será conhecido no futuro. São eles Tesouro Selic (antiga LFT), Tesouro IPCA+ Juros Semestrais (antiga NTN-B) e Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal).

Como estes títulos terão a sua rentabilidade atrelada à inflação (IPCA) ou à taxa de juros (Selic), eles são indicados para investidores que acreditam que estes índices se elevarão e trarão remuneração maior do que a oferecida pela taxa prefixada. Eles podem oferecer pagamento de juros semestrais (quando o nome do título assim indicar) ou recebimento integral somente no momento do vencimento.

Que risco eu corro?

Quem pretende investir em títulos e apenas receber os juros semestralmente ou no final da aplicação basicamente corre apenas um risco, que é de o governo não honrar com seus compromissos. Por ser uma possibilidade extremamente remota, investir em títulos é uma alternativa das mais seguras, de baixo risco. Entretanto, se você comprou um título e quiser ou precisar revendê-lo antes do vencimento, correrá um risco de mercado. Por exemplo, se você comprou o título por R$ 1.000 para receber semestralmente R$ 50,00 até 2050, e precisar vender no ano seguinte, não terá garantia que alguém o comprará pelo mesmo valor que você o pagou. Você pode ter o azar de ter que vender o seu título a R$ 900, mas também pode ter a sorte de encontrar alguém disposto a pagar R$ 1.100.

Quanto pago de imposto?

Os impostos cobrados sobre as operações realizadas no Tesouro Direto são os mesmos que incidem sobre as operações de renda fixa, como fundos de investimento e CDBs. Além dos impostos, você terá de pagar duas taxas – uma para sua Instituição Financeira e outra para a BM&FBOVESPA (as bolsas de São Paulo), referente aos serviços prestados. Em geral, essas taxas são significativamente mais baixas que as cobradas em outros produtos de renda fixa oferecidos no mercado: a) Taxa cobrada pela BM&FBOVESPA Taxa de custódia de 0,30 por cento ao ano (a.a.) sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos, informações de mercado e movimentações dos saldos. Se você investir R$ 1.000, por exemplo, terá que pagar à BMF R$ 3,00 por ano. b) Taxa cobrada pela instituição financeira A taxa cobrada pela instituição financeira é combinada livremente com o investidor e, na maioria dos casos, fica entre 0,25 por cento e 0,50 por cento a.a. O Tesouro Direto disponibiliza em seu site as taxas cobradas por cada instituição. Pesquise quais são as instituições mais atraentes.

Como faço para aplicar?

Para fazer esse tipo de aplicação, você deve ser cliente de um banco ou de uma Instituição Financeira (também chamada de Agente de Custódia) habilitada a oferecer títulos do Tesouro Direto a seus clientes. Vale observar que isso não é a mesma coisa que ter conta corrente em banco. As instituições financeiras habilitadas são corretoras de valores. A maioria dos bancos têm sua corretora, mas mesmo já tendo uma conta corrente no banco você precisará abrir uma conta na corretora. Após abrir uma conta no Agente de Custódia, ele transferirá os recursos da sua conta corrente para sua conta no Agente de Custódia por meio de uma TED. Depois, basta se cadastrar para as compras de títulos que serão feitas pelo site do Tesouro Direto ou pelo site de seu agente de custódia. Os valores de suas compras serão automaticamente debitados em sua conta junto ao Agente de Custódia. Após o acesso ao sistema, o investidor escolherá, entre os títulos disponíveis para compra, aquele que melhor se encaixe em sua preferência. Caso necessite do dinheiro de volta e queira revender os títulos antes do vencimento, isto pode ser feito todas as quartas-feiras pelo próprio site do Tesouro Direto. Não há uma rentabilidade média, pois os percentuais variam conforme o tipo de título adquirido. Mais detalhes no site do Ministério da Fazenda: www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto Para saber mais sobre o Tesouro Direto, clique aqui

DICA

O Tesouro Direto é uma ótima opção para quem quer investir com rentabilidade, segurança e facilidade para desaplicar e reaver seu dinheiro. É também adequado aos investidores que desejam diversificar suas aplicações e fugir das altas taxas de administração das instituições financeiras. Também serve para quem quer economizar para ter uma aposentadoria tranquila, pois em termos de rentabilidade pode até ser mais interessante que uma previdência privada.

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