A compra da casa própria

A compra da casa própria

A aquisição de um imóvel para morar é, certamente, o maior sonho do brasileiro. A realização desse desejo exige planejamento e disciplina financeira.

Trata-se do principal investimento dos brasileiros, cujo pagamento pode comprometer a principal fatia da renda das pessoas.

Antes de se decidir pela compra, some os gastos que terá mensalmente com seu imóvel nos primeiros dois anos após a compra: prestação do financiamento, condomínio, IPTU, seguro habitacional, eventuais reformas necessárias, gastos com mobília e decoração e contas de consumo (água, luz, internet, gás etc). Analise com atenção se esses custos são compatíveis com seus rendimentos. Seja conservador: não planeje pagar prestações mais altas usando aquele aumento de salário que você acha que receberá. Se você não tem condições de arcar com as prestações agora, não compre o imóvel!

Quem não planeja com cuidado corre o risco de perder o imóvel e grande parte dos recursos investidos. Tome cuidado, pois o sonho da casa própria pode se transformar em um pesadelo para você e sua família.

Siga estas três regras para não ter problemas:

  • Economize pelo menos 30 por cento do valor do imóvel antes de adquiri-lo, incluindo nesses 30 por cento o saldo do seu FGTS. Com o crédito mais restrito, poderá ser difícil conseguir financiamento sem essa entrada mínima. Esse dinheiro servirá para dar uma entrada e também para pagar custos de cartório e de mobília. Essa regra de 30 por cento vale para todos, exceto para aqueles que comprovadamente possuem baixa renda (e, portanto, elegíveis a algum programa habitacional do governo). Faça um teste, guardando, por dois meses, o valor equivalente ao da prestação a ser paga mensalmente. Se você conseguir manter, ótimo sinal!
  • Pesquise muito, não tenha preguiça. Uma pequena diferença na taxa de juros ou na parcela pode fazer você pagar milhares de reais a mais ao longo dos anos.

 

Opções para adquirir sua casa própria

Existem muitas opções para adquirir uma casa própria. Cada opção é adequada para um perfil.

1) Economizar para comprar à vista: essa opção é a mais simples, pois quem compra à vista fica livre das prestações imediatamente. Por isso, avalie utilizar bens que você já tem para comprar à vista ou, pelo menos, pagar a maior parte à vista:

  • Utilize seu FGTS: quem compra à vista pode utilizar o FGTS para ajudar na compra. Confira mais informações aqui: www.caixa.gov.br/fgts/
  • Considere a venda de bens como seu carro ou outra casa menor que você tem.
  • Se você tem aplicações em CDB ou poupança, vale a pena utilizar esses recursos para a aquisição. Só não utilize tudo; deixe uma parte para emergências.
  • A depender do preço dos aluguéis, pode compensar, do ponto de vista financeiro, manter o valor do imóvel aplicado e, com o rendimento, pagar um aluguel. Neste caso, é preciso ponderar o quanto vale para você ter uma casa.

2) Comprar na planta: ideal para quem não precisa do imóvel agora e quer comprar mais barato. Esteja atento:

  • Evolução dos valores a pagar: em muitos casos, os valores sobem bastante à medida que se aproxima a entrega. Avalie se você conseguirá pagar não só as primeiras parcelas, mas também as últimas.
  • Utilize seu FGTS para ajudar a pagar.
  • Quem precisa de financiamento para acabar de pagar depois de receber precisa ter comprovante de renda: se você não quer pagar todo o imóvel durante a construção, precisará de um financiamento bancário para acabar de pagar. Em muitos casos, o comprador não tem comprovação de renda suficiente e por isso o banco não aceita o financiamento. Nesses casos, você pode ser obrigado a vender o apartamento antes mesmo de morar nele!
  • O imóvel entregue em geral ainda precisa de investimento: em muitos casos, o imóvel entregue vêm sem itens de acabamento, que podem custar caro dependendo do seu gosto. Além disso, será necessário investir em armários e outros itens para morar. Verifique se você consegue juntar o dinheiro necessário para essas obras enquanto paga pelo apartamento. Se não conseguir, vale a pena economizar um pouco mais antes de comprar.

3) Consórcio: funciona como uma poupança para comprar o imóvel, com a vantagem que você pode ser sorteado para comprar antes de acabar de juntar o dinheiro. Deve ser usado apenas por quem não tem pressa nenhuma de adquirir o imóvel. Leve em conta os seguintes fatores:

  • O consórcio cobra taxas altas, o que faz com que seja mais vantajoso economizar utilizando outros instrumentos que não o consórcio. Boas opções, bastante seguras, são o CDB, a poupança e os fundos DI.
  • Quem tem condições de dar um aporte em geral é sorteado primeiro. Por isso, como regra geral, se você não tem condições de dar um aporte, terá que contar com a sorte para ser sorteado. Isso pode demorar vários anos.
  • Também é possível utilizar o FGTS em consórcio.

4) Financiamento habitacional: esta é a opção mais comum e indicada para quem precisa morar no imóvel imediatamente. Depois de achar o imóvel que você quer comprar, pesquise com muita paciência as opções de financiamento que cada banco oferece. Em geral, os bancos exigem uma entrada de 30 por cento do valor do imóvel. É possível utilizar o FGTS para ajudar nessa entrada e para diminuir o valor das prestações.

  • Os bancos normalmente aceitam fazer financiamentos com parcelas mensais de até 30 por centro da renda mensal. Com isso, eles querem evitar que as pessoas deixem de pagar as prestações e se tornem inadimplentes.
  • Os financiamentos em geral têm prazo de até 35 anos. Para esses financiamentos, para cada R$ 1.000 de valor financiado, você pagará cerca de R$ 8,20 de prestação (considerando-se uma taxa de juros efetiva de 9,9 por centro ao ano). Assim, se sua casa própria custa R$ 200.000 e você der 30 por cento de entrada (R$ 60.000), sobrarão R$ 140.000 a serem financiados. Você provavelmente pagará uma parcela de aproximadamente 140*8,20 = R$ 1148,00. Multiplique esse valor por 3,33 e obtenha R$ 3.826,67. Essa é a renda que você precisará comprovar ao banco para comprar esse imóvel.

 

Conheça as linhas de crédito

Se você está decidido a adquirir um imóvel, procure informações sobre as linhas de crédito disponíveis, principalmente as oferecidas pelo Sistema Brasileiro de Habitação, para o qual há instituições especializadas no financiamento de imóvel, como é o caso da Caixa Econômica Federal.

Procure verificar a existência de linhas de crédito especiais que podem estar disponíveis para pessoas com níveis de renda mais baixo, como é o caso do programa “Minha Casa Minha Vida”. Este tipo de linha de financiamento oferece taxas de juros bem reduzidas.

Lembre-se de que a compra de imóvel é uma decisão muito importante na sua vida, e são vários os cuidados a serem tomados antes de se fechar um contrato. 

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