Plano de previdência

Existem dois tipos de previdência. Uma é administrada pelo governo federal, por meio do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). Todo mês, há um desconto, direto na folha de pagamento, de todos os assalariados formais (com carteira assinada) no Brasil. Quem não assalariado também pode contribuir, veja mais informações no portal http://www.previdencia.gov.br/contribuinte-individual-e-facultativo/.

Ele é proporcional à renda e destina-se a um grande fundo. Quando o trabalhador se aposentar, vai receber um benefício mensal até o final da vida – a aposentadoria.

Pensando no futuro

Fazer uma Previdência Privada é uma boa forma de investir no futuro. Você pode acumular um recurso para desfrutar ao longo da vida ou investir da forma que você preferir, como comprar um imóvel, financiar estudos de filhos e netos e mesmo gerar uma herança.

DICAS:

1. Todo adulto deve ter como prioridade fazer uma previdência privada para si mesmo – e não para os filhos. Afinal, é preciso garantir antes a renda futura de quem vai ficar mais velho primeiro – e terá mais dificuldades de ganhar dinheiro. Os jovens têm mais opções de trabalho e renda,
e os idosos gastam mais dinheiro com a saúde – com prevenção, compra de remédios, consultas etc.

2. Existem duas ótimas iniciativas para você deixar sua previdência privada bem “guardada” para um futuro bem distante: invista em sua saúde (alimentação saudável, muita atividade física, exames periódicos etc.) e se mantenha ativo no trabalho.

Atualmente, no Brasil, muitas empresas estão chamando antigos funcionários de volta, para aproveitar melhor a experiência deles e por falta de mão de obra mais qualificada. Lembre-se: não existe idade para parar de trabalhar!

 

Riscos e garantias

O  risco que a previdência privada corre é a possibilidade de o fundo onde ela aplica falir. Nesse caso, o limite de garantia é o valor de R$ 250.000,00, bancado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Como esse valor é garantido para cada CPF, ou seja, para cada pessoa, um casal deve investir em fundos diferentes ao criar a previdência privada. Assim, ele tem a garantia de R$ 250.000,00 para cada um, ou seja, de R$ 500.000,00 para os dois. Se o casal criar uma previdência conjunta, a garantia será de somente R$ 250.000,00.

Tipos de previdência privada

O valor da aposentadoria é muito baixo e limita-se a um percentual do seu salário médio dos últimos anos. Por isso, quem depende apenas do INSS, pode sofrer uma queda de renda muito grande ao se aposentar.

Dessa forma, a Previdência Privada acaba sendo uma opção para se garantir uma aposentadoria melhor. E vale lembrar que, no final da vida, em geral as pessoas têm despesas crescentes com a saúde.

A Previdência Privada é um investimento de longo prazo e permite que você tenha mais disponibilidade financeira no futuro – quando se aposentar ou parar de trabalhar.

Ela funciona como uma poupança obrigatória. Não é a forma mais rentável de se investir para a aposentadoria, mas é uma das mais seguras. Investir em uma Previdência Privada é, portanto, uma boa opção, para quem tem pouca disciplina para poupar “por conta própria” ou para quem tem pouco tempo de pesquisar todos os meses quais são as melhores opções de investimento.

Existem vários tipos de Previdência Privada (ou Complementar). Elas se dividem em dois regimes – o fechado e o aberto.

O fechado é o plano oferecido por algumas empresas, embora nem todas ofereçam este benefício aos seus funcionários. Por sua vez, o regime aberto está disponível nos bancos e fica vinculado a uma conta corrente. Nesse caso, o banco vai lhe oferecer dois tipos de plano: O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) ou o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). A diferença entre eles está relacionada à forma de pagamento do Imposto de Renda (IR) que incide sobre a aplicação.

PGBL é indicado para quem utiliza o formulário completo do Imposto de Renda (IR), pois permite ao contribuinte abater o investimento do IR devido até o limite de 12% da renda tributável. O imposto é pago apenas no momento do resgate e incide sobre todo o montante acumulado ao longo dos anos, de acordo com uma tabela regressiva. A alíquota do imposto é de 35% se o investimento for resgatado antes de 2 anos, decrescendo para uma alíquota mínima de 10% se o resgate for feito após 10 anos da aplicação.

Já o VGBL é o mais indicado para quem utiliza o modelo simples de declaração do IR. Não há dedução de IR no momento do investimento, mas, em compensação o Imposto de Renda incide apenas sobre o rendimento, de acordo com a mesma tabela regressiva.

VGBL ou PGBL: qual o melhor plano?

A escolha do melhor plano não é uma tarefa fácil. Para tomar essa decisão, você deve levar em conta dois fatores: a sua renda mensal bruta e, principalmente, o tempo em que você vai investir até começar a usar o dinheiro da Previdência.

Isso tem a ver com os seus objetivos ao fazer uma Previdência Privada. Para começar a pagar uma faculdade, por exemplo, o tempo pode ser dois anos e neste caso dificilmente valerá a pena fazer uma previdência. Para ter um recurso na época de se aposentar, o período poderá ser maior do que dez anos.

Para ajudar na sua decisão, elaboramos para você uma tabela resumo, que leva em conta os fatores acima. Confira:

Tabela PGBL x VGBL

Observações

1)   A tabela é meramente ilustrativa e serve para consumidores que têm apenas renda tributável e não têm acesso a previdência fechada (do tipo que a empresa contribui com uma parte). Para quem recebe renda não tributável (na forma de dividendos por exemplo), em geral, o VGBL é melhor.

2)   A proposta foi elaborada assumindo que a rentabilidade do fundo de previdência será constante ao longo do tempo. Se a hipótese for que a rentabilidade cairá fortemente ao longo dos anos, o VGBL passa a ser uma opção melhor em alguns casos.

Veja também as dicas do governo federal

Para saber mais sobre as duas opções de Plano, acesse o link abaixo, da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Trata-se de um órgão de fiscalização desse mercado, vinculado ao Ministério da Fazenda.

http://www.susep.gov.br/setores-susep/seger/coate/perguntas-mais-frequentes-sobre-planos-por-sobrevivencia-pgbl-e-vgbl

Existem ainda alguns detalhes aos quais você deve ficar atento:

1. Os impostos variam também de acordo como tempo em que o dinheiro será investido.

2. Considere a taxa de administração do plano, que varia de um fundo para outro. Faça opção pelos bancos que cobram as menores taxas. Se um banco cobra 1%, e o outro, 1,5%, a diferença pode parecer pequena hoje, mas, ao final de 20 ou 30 anos, ela se torna muito expressiva.

3. Se você tem conta corrente em algum banco, procure fazer sua Previdência Privada nele. Veja, antes, se a taxa de administração é competitiva. Se for, vale a pena pela comodidade: a aplicação será automática e pode sair da sua conta no dia do recebimento do salário.

DICA

Defina um valor mensal que você pode retirar do orçamento para investir em sua previdência privada. Lembre-se que vale a pena fazer um esforço hoje para usufruir de benefícios no futuro. Para quem tem até 35 anos, dedicar 10% da renda á previdência já é um bom começo. Quem é mais velho e ainda não começou, deve poupar mais do que isso.

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