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O consórcio funciona como um clube de investimento. Várias pessoas que querem comprar um bem, como um carro ou imóvel, se unem e, todo mês, dividem entre si o valor de dois veículos. Soma-se ao valor a ser pago por cada uma a taxa de administração, um seguro e um fundo de reserva do grupo.

O consórcio mais popular no país é o de carro. Mas há muitas empresas no mercado que administram consórcios para diversos outros bens e mesmo serviços. Veja alguns exemplos: camionetas, utilitários, motocicletas, motonetas, ciclomotores, triciclos, ônibus, micro-ônibus, caminhões, tratores, aeronave, embarcação, eletrodomésticos, máquinas, equipamentos, aquisição ou reforma de imóveis etc.

Para participar desta “poupança programada”, o consumidor deve selecionar uma administradora de consórcio e escolher o grupo ao qual quer aderir.

Com o dinheiro rateado entre os consorciados, são adquiridos dois carros. Um é sorteado entre os consorciados; o outro, vai para quem der o maior lance em dinheiro durante a reunião mensal do grupo.

O consorciado contemplado poderá utilizar o crédito para adquirir o bem ou serviço ou para convertê-lo em dinheiro, desde que faça a quitação integral do seu débito com o grupo.

Quais as vantagens?

A principal vantagem do sistema de consórcio é não pagar juros, embora o consorciado deva arcar com a taxa de administração, seguro e fundo de reserva.

Mesmo tendo que arcar com tais despesas, a compra por meio de consórcio é mais barata que a realizada mediante o financiamento comum.

Quanto vale um consórcio?

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DICAS:

1. Fique atento: caso sobrem recursos nesse fundo quando o grupo for encerrado, eles serão devolvidos sob forma de rateio aos consorciados.

2. Se estiver previsto no contrato, o consorciado estará sujeito, ainda, ao pagamento de prêmios de seguro, como, por exemplo, o seguro de quebra de garantia, o seguro de vida e o seguro-desemprego.

3. Ao entrar em um consórcio, fique atento a uma informação importante: o Custo Efetivo Total (CET). Ele deve ser informado pela instituição financeira e refere-se a todos os encargos e despesas da operação, como tarifas, tributos, seguros e qualquer outra taxa cobrada em qualquer tipo de financiamento.  Trata-se de um direito do consumidor para que ele saiba, com clareza, tudo que está sendo cobrado. O CET deve ser expresso na forma de uma taxa percentual anual do valor do financiamento. Ela está por volta de 12% ao ano.

Durante o tempo que durar o grupo, o valor do bem é corrigido de acordo com o reajuste que as concessionárias praticarem, que tendem a acompanhar a variação da inflação. Assim, as prestações restantes continuam sendo corrigidas mesmo para o consorciado que já foi contemplado por sorteio.

Quais as desvantagens e riscos?

Uma das desvantagens do consórcio é o prazo para se receber o bem. Se você não der um lance mais alto que os demais e não for sorteado logo, pode ser um dos últimos a receber o bem e a começar a usufruir dele. No caso de um financiamento direto, tão logo pague a primeira parcela, já pode sair com o bem. Mas paga os juros por isto.

Outra desvantagem é que sai mais caro comprar um bem usando o consórcio do que poupar e depois comprar à vista. Isso porque o consórcio cobra taxas e se você poupar por conta própria, ainda receberá juros por isso. Assim, se você tem disciplina para poupar, evite o consórcio.

DICAS:

1. Apesar de o Banco Central regular e fiscalizar o segmento, no país, a empresa que administra o consórcio pode “quebrar” ou mesmo “dar o cano” no grupo, sumindo com o dinheiro arrecadado.

Por isso, se informe sobre as empresa que oferecem esse serviço e não se deixe levar por taxas de administração muito atrativas e abaixo da média do mercado.

2. O consórcio representa também uma poupança “obrigatória”, o que pode ser uma vantagem para quem não tem disciplina para poupar todo mês o valor da prestação.

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