Jovens adultos

Administrando o dinheiro

Para que seu filho possa fazer uma “gestão” eficiente do salário que está recebendo, uma boa orientação é sugerir a ele que faça um orçamento pessoal, especificando a receita (quanto ganha) e todas as despesas (gastos do dia a dia, que são fixos, e uma projeção de despesas eventuais). Incentive-o a sempre anotar todos os gastos. Dessa forma, fica mais fácil visualizar as entradas e saídas de dinheiro, para que ele possa ter um controle da vida financeira.

A administração do dinheiro exige uma nova postura em relação ao consumo e ao estilo de vida. Mas é possível, com pequenos hábitos cotidianos, estabelecer um equilíbrio financeiro e desenvolver um uso consciente do dinheiro.

Lembre a ele que, nesse processo, é preciso:

– Fazer escolhas – desde as compras até a projeção para uma poupança.

– Definir metas e aspirações – o que ele quer para o futuro, como quer viver.

– Estabelecer objetivos para alcançar as metas.

– Elencar prioridades – o que é mais importante, o que é necessário.

Fique atento ao orçamento

Planejamento de gastos

É preciso que fique claro que, se ele acumular despesas, como compras e parcelamentos, por exemplo, no próximo mês, o salário dele será o mesmo, mas as despesas estarão maiores. E o que ele recebe pode não ser suficiente para cobrir essas novas despesas.

Consumo colaborativo: uma boa ideia

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CDs, DVDs, games, computador e até mesmo roupas que seu filho não usa mais não precisam ficar encostados. Esses produtos podem fazer parte de uma rede de consumo colaborativo. Se você e a sua família ainda não conhecem essa prática, o consumo colaborativo se baseia na ideia de que tudo pode ser trocado, emprestado, compartilhado, doado – sem a necessidade de comprar algo novo. É uma prática saudável, sustentável e que vem ganhando muitos adeptos.

Funciona assim: seu filho tem um game que está encostado. Ele pode emprestá-lo a alguém ou trocá-lo por outro produto que está querendo. Não há dinheiro envolvido nessas transações de troca.

Há dois modelos de sites de consumo colaborativo:

1. Os produtos ficam em locais de distribuição, e a pessoa agenda pelo site e busca no local aquilo que deseja;

2. A troca ou compartilhamento é feita pelos membros (que se cadastram). As pessoas deixam à disposição tudo o que querem trocar ou compartilhar e fazem suas escolhas. A entrega é pelos Correios.

No Brasil, já existem vários sites que operam essa novidade, que, segundo a revista americana “Time”, é uma das 10 ideias que vão mudar o mundo.

Confira:

Projeto Seumeunosso
https://www.facebook.com/ProjetoSeumeunosso

Permuta Livre
http://www.permutalivre.com.br/

Toma Lá Dá Cá
http://www.tomaladaca.com.br/

Bazar de Trocas da Estilo
https://www.facebook.com/groups/128866630515607

Descolaí
www.descolai.com.br

Quer saber mais?

“O que é meu é seu: como o consumo colaborativo vai mudar o nosso mundo”, de Rachel Botsman e Roo Rogers.

Conta bancária e o uso do crédito

Cuidado com armadilhas

Cada vez mais, as ofertas para os jovens, nos bancos, tem sido tentadoras. Contas universitárias, cheque especial, cartão de crédito e mais uma infinidade de produtos enchem os olhos. No entanto, é preciso ter cuidado quando o assunto é uso do crédito – via cheque especial, cartões de créditos, financiamentos em lojas, empréstimos bancários – pois as ofertas no mercado são muitas, e o risco de endividamento é grande.

Conta bancária e o uso do crédito

Lembre a ele também que, ao fazer o parcelamento de compras, não adianta apenas verificar o valor da prestação. É preciso estar atento aos juros e ao valor final daquele produto. Outro detalhe importante é que, se ele acumula outras prestações e ainda tem despesas fixas – como transporte, faculdade, lazer – isso pode trazer problemas e provocar descontrole no orçamento, causando o endividamento.

Compra parcelada

Administrando dinheiro

Não adianta apenas verificar o valor da prestação. É preciso estar atento aos juros e ao valor final daquele produto. Muitas vezes, é melhor fazer um parcelamento menor e evitar o pagamento de juros.

Modalidades de crédito e os cuidados necessários:

Antes de tudo, é importante saber que o crédito é um dos serviços que os bancos oferecem, de várias formas. Ele não pode ser considerado renda extra – é um recurso que terá de ser pago às instituições, portanto, o crédito é uma dívida. Ele tem um custo, a taxa de juros, que é alta. A utilização desse recurso pode ser vantajosa no momento em que você precisa adquirir algum produto e o seu orçamento não permite. Assim, você pode parcelar a compra. Converse com seu filho e o ajude a ver se a utilização do crédito para aquela compra é realmente necessária.

Veja algumas modalidades:

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Cartão de crédito
 – as taxas de juros são muito altas. Se seu filho não efetuar o pagamento total da fatura e entrar no crédito rotativo do cartão, a dívida aumentará enormemente. É bom também evitar ter vários cartões de crédito.

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C
heque-especial – é um crédito acrescido à sua conta bancária, e o uso é automático. Tem altas taxas de juros. Nunca considere o cheque-especial como renda extra. Esteja atento ao descritivo no extrato, separando seu saldo real do crédito disponível.

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Cartões de lojas – são cartões próprios oferecidos pelas lojas de departamentos para as compras a prazo. A taxa de juros e o prazo de parcelamento das compras variam de instituição para instituição. É importante prestar atenção ao número de prestações e às taxas de juros cobradas, além de pesquisar o preço daquele produto em outras lojas.

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Empréstimos bancários – os tipos de financiamento e as taxas de juros variam de instituição para instituição. Oriente seu filho a pesquisar bastante antes de se decidir. Os bancos públicos (como Caixa e Banco do Brasil) costumam ter as melhores taxas.

Para saber mais, visite  “Crédito a seu favor

Estourei minhas contas

Parcelar as compras é uma das grandes vantagens do cartão de crédito e dos cartões de lojas. Mas essa vantagem certamente vai desaparecer se houver descontrole por parte do usuário. Converse com seu filho e mostre a ele que, se há muitos parcelamentos em conjunto, isso gera uma parcela final muito alta, que vai levá-lo a recorrer ao parcelamento da fatura, o que não é um bom negócio.

Assim, tente ajudá-lo da melhor maneira, mostrando que, se os gastos são maiores que a receita, o problema é certo. Você pode ajudá-lo, mas não deve assumir um problema que não é seu. Se ele tem autonomia para gastar, precisa ter autonomia para resolver os próprios problemas.

Ajude-o a encontrar uma solução
Veja aqui as dicas

Estourei minha conta

Tente levar esse momento de problema financeiro como oportunidade de crescimento para adotar novas posturas na vida.

Veja o que diz Maria Tereza Maldonado no vídeo a seguir:

 

Despesas no dia a dia

Ao especificar todas as despesas, seu filho poderá ver quais são os gastos efetivos e onde é possível equilibrar as despesas. E você pode orientá-lo com exemplos bem claros:

Celular

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Converse com ele sobre o uso racional do celular. É ótimo ter um e poder falar à vontade, mandar torpedos, avisar a turma onde ele está etc. Mas a conta pode ficar alta. As operadoras embutem todo tipo de custo – é preciso que ele saiba com certeza o valor de cada serviço para poder optar pelos planos mais baratos. A solução para esse controle pode ser um celular pré-pago, que tem tarifas mais altas, mas não deixa o susto do pagamento para o fim do mês.

Carro ou moto

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Quem começa a ganhar dinheiro logo quer um veículo. Muito justo, mas é preciso que ele entenda que os veículos são portas de saída do dinheiro. O dono precisa prever gastos com combustível, seguro e manutenção, e não apenas com o pagamento da prestação, se ele tiver feito um financiamento. Lembre a seu filho: carro é um bem que perde valor, é preciso escolher o momento certo de sua compra.

Pesquisa de preço

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As marcas são uma tentação para o jovem, e seu papel será mostrar a ele que é possível se vestir bem e andar na moda sem ter de pagar pela grife. E isso vale também para os eletrônicos. Por isso, a pesquisa de preços é um recurso excelente para encontrar produtos similares também muito bons e com valores mais razoáveis.

Baladas e saídas com os amigos

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Os gastos com lazer (incluindo as baladas e o bar com os amigos) devem ser considerados com muito cuidado. Às vezes, o jovem acaba se esquecendo de computá-los como despesa e se enrola para fechar o mês. Mostre a ele que é preciso estipular tudo: quanto gasta e como vai pagar. É um planejamento importante para a organização das contas. Ele também pode optar por outras formas mais baratas de lazer, como uma ida ao cinema nos dias em que os ingressos estão em promoção (acompanhe as opções nos sites das salas), ou ainda programações gratuitas, como shows ao ar livre, apresentações teatrais e outros. Visite o site www.catracalivre.com.br

Roupas

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É um gasto que deve ser bem medido, pois o apelo é grande e o rombo no orçamento pode ser enorme. Sugira a seu filho olhar com atenção o que já tem no armário para evitar consumo excessivo e mostre que ele pode reaproveitar alguma peça, reformando-a. Ele ganha uma roupa nova e o custo é menor em relação à compra de um produto novo. Incentive-o também a resistir ao apelo das marcas famosas, pois o preço é muito mais elevado.

Despesas de casa

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Se seu filho ajuda no orçamento familiar (com o pagamento de uma conta de luz ou de água, ou ainda uma ajuda na compra do supermercado), ele precisa prever esse gasto dentro de suas despesas. Não aceite que ele extrapole nos gastos com supérfluos e deixe de ajudar nas despesas mensais da família, porque esse foi um compromisso assumido, e ele deve ser responsável e não deixar de cumprí-lo.

Dinheiro é limitado

Dinheiro é limitado

Entrar no mundo profissional é muito bom. Mas, muitas vezes, o jovem que começa a trabalhar é rapidamente seduzido pela falsa impressão de que pode comprar tudo. O apelo ao consumo, à medida que ele começa a ganhar seu próprio dinheiro, é muito grande.

Muitos jovens não querem discutir finanças e contas equilibradas, eles são imediatistas e querem viver o presente: consumir, viajar, frequentar a balada, sair com os amigos. Nada que remeta a pensar em futuro e, muito menos, em aposentadoria. Por isso, conversar com os filhos sobre o uso do dinheiro pode ser uma abordagem difícil. Mas cabe aos pais mostrar a eles a realidade – se não houver planejamento e controle de gastos, no futuro, a vida poderá ser desequilibrada financeiramente, com endividamento e pouca qualidade.

Em muitas situações, os jovens podem ser incentivados pelos colegas do trabalho a se vestirem com roupas e sapatos de grife, a usarem relógios caros e celulares de última geração. Para mostrar sucesso e “fazer parte da turma”, eles acabam cedendo aos apelos de consumo e gastando mais do deveriam.

Você pode mostrar a seu filho que os gastos desnecessários, sem controle, podem desestruturar completamente seu orçamento. Tenha uma atitude positiva: enfatize que ele pode se vestir bem sem ter de gastar com roupas de marca. Incentive-o a sonhar, a almejar coisas e a construir projetos para o futuro.

Fique atento ao orçamento

Planejamento de gastos

Algumas atitudes que podem ser adotadas:

– Fazer um planejamento dos gastos:

Ele pode planejar as compras, estabelecendo o que é realmente necessário e o que é supérfluo, somente fruto de uma vontade momentânea. Incentive-o a colocar essas compras em uma “linha do tempo” – o que foi comprado, quando e por quanto tempo ele irá pagar. Dessa forma, é possível sair um pouco do imediatismo e pensar nas implicações dos gastos no futuro.

Planejar envolve saber gastar com responsabilidade, fazendo uma previsão dos gastos fixos e uma projeção de gastos extras. Incentive-o a especificar e anotar esses tipos de gastos, para ele comparar com o salário que recebe.

– Pensar nos padrões de consumo e na forma de consumir.

Pondere com seu filho se o que ele está consumindo reflete seus valores. Questione se é positivo para a vida dele e se seus rendimentos são compatíveis com seu estilo de consumo.

– Estar atento ao que é essencial e ao que é supérfluo

Com as facilidades e possibilidades do mundo atual, o apelo ao consumo é cada vez maior, e fica difícil separar o essencial do supérfluo. Para uma vida financeira equilibrada e saudável, é fundamental que ele faça escolhas e priorize o que é importante e necessário em relação ao consumo. Não dá para comprar tudo e querer tudo. Elencar necessidades e priorizar algumas vontades envolve planejamento. É necessário ter a capacidade de resistir à tentação do consumo para construir um futuro promissor, em que você possa investir na sua formação (ter uma profissão), conquistar um patrimônio (sua casa, seu carro) e ter recursos disponíveis para o lazer e os bons momentos com amigos e família.

Influência da propaganda

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Nas redes sociais, a exaltação ao consumo aparece de maneira muito forte. Inúmeras marcas e blogueiros têm exibido diversas possibilidades de consumo. Apesar de mostrar uma realidade inalcançável para a maioria, isso tem causado um furor entre adolescentes e jovens, que ficam deslumbrados com todas as coisas mostradas e com o padrão de consumo e o modo de vida exibidos.

E o padrão de consumo irreal pode levar a um desequilíbrio enorme na vida financeira, com endividamento, e na vida pessoal do jovem, com baixa autoestima (porque ele não pode consumir mais), desestímulo para os estudos (afinal, a faculdade o obriga a não gastar tanto) e atitudes que o levem a pensar num projeto de vida equivocado, com a perspectiva satisfazer apenas seus impulsos de consumo.

Os pais devem buscar incentivar os filhos a persistir na busca de seus sonhos, deixando de lado hábitos de consumo exagerados para poder alcançá-los. Deve enfatizar ainda a importância de o jovem buscar autonomia, não cedendo a todas as influências do grupo, ter aspirações e planejar sua vida financeira futura, o que envolve controle e disciplina.

Poupar e realizar os sonhos

Poupar para realizar sonhos

O grande atrativo da poupança para os jovens será a vontade de alcançar um determinado objetivo: comprar uma moto, trocar o celular pelo último modelo, uma viagem bacana. Conquistar um sonho será sempre um modo de mostrar a seu filho que puxar o freio de mão com os gastos e poupar pode ser uma alternativa interessante.

Garantir bem-estar e uma vida legal, com qualidade, é um desejo de todos. E esse desejo está profundamente ligado a uma vida financeira equilibrada, saudável, em que você pode ter perspectivas e ver seus sonhos se concretizarem. Esse é um ensinamento que deve ser passado para seu filho. Mas, em função do imediatismo que direciona a vida moderna, fica às vezes difícil mostrar que ele precisa se preocupar com alguma forma de poupar dinheiro para um futuro sem preocupações.

Para isso, ele terá de se planejar, definir objetivos e metas e cortar gastos excessivos. Para dar início à conversa, incentive-o a abrir uma caderneta de poupança para começar a guardar um pouco do dinheiro que está ganhando. Não será fácil convencê-lo a deixar de gastar para poupar, mas é um esforço que vale a pena.

Poupar para realizar sonhos

Aponte alguns benefícios:

– Ter uma reserva em dinheiro para emergências.

– Almejar a construção de um patrimônio: se poupar desde cedo, as chances de ter um imóvel ou outros bens são maiores.

– Fazer planos para o futuro: poupando, ele pode ter a chance de fazer um intercâmbio no exterior ou ainda fazer aquele curso que tanto deseja.

– Ter um futuro com qualidade de vida, sem sufocos financeiros.

– Poder usar o dinheiro para conquistar uma situação equilibrada que possibilite desfrutar das coisas boas da vida.

Dica

Numa conversa informal, pergunte como ele se vê daqui a 20 anos (esse é apenas um exemplo; direcione o tempo conforme a idade do seu filho). Formado? Trabalhando? Com uma vida tranquila? Podendo usufruir de uma vida financeira equilibrada? Mostre a ele que poupar dinheiro e não gastar à toa são atitudes que estão diretamente relacionadas a essas aspirações. E que, se ele começar a poupar e a se planejar, conquistar isso será muito mais fácil.

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