Influência dos amigos

Influência dos amigos

Cada vez mais, o grupo de amigos tem uma influência grande no comportamento da criança, contribuindo para incentivar alguns hábitos de consumo que nem sempre são positivos, como a compra de roupas e sapatos de marcas famosas.

As crianças, quando já têm grupos de amiguinhos na escola, na rua em que moram ou nos prédios, sofrem bastante a influência dos colegas, e podem começar a pedir um tênis colorido de tal marca, uma blusa diferente, mochilas como as dos colegas etc. Os pais devem prestar atenção a isso para mostrar à criança que ela não precisa fazer “tudo igual” aos outros. Converse com seu filho, pergunte sobre os amigos, mostre que é legal ter colegas, se divertir, mas diga que ele não precisa fazer tudo o que o amiguinho faz e nem comprar tudo o que o outro tem.

Mas tenha sempre em mente que a criança quer se integrar ao grupo, por isso mesmo, ela passa a adotar certos hábitos de consumo. E, em determinadas situações, isso chega a ser um problema, pois a criança passa a não querer ir para a escola, por exemplo, se não estiver com o modelo de mochila que todos têm.

Para contornar a situação e evitar problemas, a primeira coisa a fazer é estabelecer limites muito claros. Você pode definir o que acha razoável comprar e aquilo que você, como pai, considera um absurdo. E também pode mostrar benefícios: se a criança não comprar aquela mochila, que geralmente é caríssima, ela pode ter a oportunidade de fazer um programa legal com vocês, por exemplo. Mas, mesmo apontando os benefícios de não “imitar” o colega nas compras, a questão da influência dos amigos envolve limites claros dos pais.

Segundo a psicoterapeuta Maria Tereza Maldonado, “os pais não estão percebendo a diferença entre os desejos e as necessidades de seus filhos e, com isso, estão gerando crianças e adolescentes extremamente consumistas. Isso leva a uma confusão entre ter e ser – a criança cresce achando que ter algo é mais importante do que ser uma pessoa legal, ela se define pelo que usa e perde a oportunidade de desenvolver as qualidades como pessoa”.

Uma atitude que também pode gerar resultados positivos é você comentar sempre com a criança, mesmo sem citar os colegas, como determinado produto – um tênis X ou a mochila Y – está caro e como as pessoas usam tudo igualzinho. A noção de autonomia também pode começar a ser trabalhada – você fala com seu filho como é importante aprender a escolher as coisas de que gosta sem que os colegas façam isso por ela, como é legal ter opinião própria e não ser “maria vai com as outras”.

Assimilar isso, a partir de exemplos do dia a dia, é importante para a criança, porque ajuda a frear o consumismo incentivado pelos grupos e, ao mesmo tempo, ela vai conquistando certa autonomia à medida que tem capacidade de fazer escolhas.

E não tenha medo de ouvir seu filho dizer “todo mundo tem, menos eu”. Veja o que diz a filósofa e educadora Tania Zagury:

“O problema é que ser pai é muito mais do que ser bonzinho com os filhos. Ser pai é ter uma função e responsabilidades sociais perante nossos próprios filhos e a sociedade também. Portanto, quando decido negar uma roupa a mais a um filho, mesmo podendo comprar e sofrendo por dizer-lhe ‘não’, porque ele já tem outras dez ou vinte, estou ensinando que existe um limite para TER. Estou, indiretamente, valorizando o SER”. 

Para ajudar na conversa:

“A formiga Emília e a economia”, de Mara Luquet.

O livro conta a história da cigarra e da formiga de outra forma. Elas são amigas e descobrem formas de economizar, utilizar bem o dinheiro.

“O menino maluquinho”, de Ziraldo.

É um livro sempre atual porque relata as histórias do Maluquinho, um menino muito divertido e que tem grandes amigos. Com esse grupo, ele se diverte e faz coisas muito legais.

“Como educar meu filho?”, de Rosely Sayão.

A partir de comentários que recebe, a autora vai tecendo considerações importantes sobre a educação dos filhos.

Cuidado com o bullying

Cuidado com o bullying

O consumismo tem provocado um fenômeno preocupante: muitas vezes, as crianças ficam excluídas dos grupos na escola, porque não têm determinados produtos – principalmente o mais cobiçado: o celular. Então, ela pode se tornar uma vítima de bullying, praticado por um aluno ou grupo de alunos contra um colega. É um problema grave, que tem trazido muito sofrimento para as vítimas e suas famílias.

Preste atenção aos sinais

Cuidado com o Bullying

Saiba mais:

Observatório da Infância
http://www.observatoriodainfancia.com.br/rubrique.php3?id_rubrique=78

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