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25 agosto 2015
Muito além de pensar antes de comprar, ter consciência na hora de consumir envolve atitudes que ajudam o meio ambiente, a sociedade e, claro, seu bolso

Hoje em dia, tudo é pensado de maneira a aumentar nosso consumo. Produtos duram menos e precisam ser trocados com frequência, os avanços tecnológicos são extremamente rápidos e nos fazem querer  sempre o novo, lojas virtuais tornam nossas compras muito mais fáceis e impulsivas e pessoas famosas nos fazem querer ter aquilo que eles tem, ostentando viagens, roupas e carros nas redes sociais. Por outro lado, o meio ambiente está pedindo ajuda: a falta de água em diversas cidades já é uma realidade e, nas últimas três décadas, ⅓ dos recursos naturais da terra foram consumidos. Além disso, o consumo desenfreado e sem limites também pesa no bolso. As contas de luz e água estão altíssimas e nosso poder de compra está diminuindo cada vez mais.

E os brasileiros sabem disso, mas não tem exata noção da abrangência e importância no assunto. Segundo o Indicador de Consumo Consciente (ICC), criado para avaliar o conhecimento e níveis de práticas de consumo consciente do brasileiro e elaborado pelo SPC Brasil em parceria com o Portal Meu Bolso Feliz, apenas dois em cada 10 brasileiros são consumidores conscientes. Ainda segundo o indicador, 46,8 por cento dos brasileiros acreditam que ser um consumidor consciente é apenas evitar desperdícios e compras desnecessárias e para 35,5 por cento dos entrevistados, uma das principais vantagens do consumo consciente é economizar.

E para ser um consumidor totalmente consciente é preciso pensar além e ter uma visão do consumo consciente integrada, envolvendo as esferas ambiental, sociais e financeira em suas decisões de compras e atitude. Mas, ainda segundo a pesquisa, apenas dois em cada 10 entrevistados são considerados consumidores conscientes. E você? Quer saber se já é um Consumidor Consciente e o que precisa fazer para chegar lá? Então faça o teste elaborado pelo Portal Meu Bolso Feliz.

FAÇA O TESTE E DESCUBRA SE VOCÊ É UM CONSUMIDOR CONSCIENTE

E se você fez o teste e descobriu que ainda não é um consumidor totalmente consciente, saiba que é possível se tornar um. Para começar a mudar suas atitudes é fácil: “Evitando a comparação com os outros, informando-se, criando sua própria opinião sobre as coisas e compartilhando atitudes positivas você já garante os primeiros passos para ser um consumidor consciente”, aconselha Vignoli. Abaixo, os três pilares e dicas práticas para atingir seu objetivo:

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1 -De olho nas compras

Não o único, mas um passo importante na hora de se tornar um consumidor consciente é pensar antes de comprar e, consequentemente ficar longe das armadilhas do consumismo. “Aqui, podemos citar alguns inimigos do seu dinheiro: vaidade, crédito, propaganda, status, ansiedade e crédito fácil”, diz Vignoli. Por isso, vale ficar atento as dicas abaixo e, a partir delas, se policiar antes da próxima compra:

  • Sempre pesquise preços antes de adquirir algo novo.
  • Não tenha vergonha de pechinchar.
  • Compre somente produtos originais.
  • Não recorra ao cheque especial ou cartão de crédito para comprar o que não cabe no seu orçamento.
  • Não encare compras ou passeios no shopping como lazer.
  • Quando se deparar com uma promoção, pergunte-se se precisa mesmo daquilo.
  • Programe as compras de supermercado e chegue lá sabendo o que precisa comprar.
  • De preferência à qualidade e durabilidade do produto e não apenas a marca que ele carrega.

2 – Use o telefone com moderação

Também faz parte das atitudes do consumidor consciente saber usar o  telefone fixoe o celular com moderação. Entre as práticas que devem ser adotadas estão controlar a conta visando economia e falar apenas o necessário, deixando conversas importantes para serem feitas pessoalmente. Aqui, vale usar aplicativos sem custo como o whatsapp e avaliar se não vale a pena ter mais de um chip e aproveitar diferentes promoções das operadoras.

3 – Fique atento aos sinais do meio ambiente

Já é altamente difundido que precisamos cuidar do planeta, certo? Junto a isso, empresas têm adotado iniciativas conhecidas como “verdes” e incentivam atitudes como não gastar papel para impressão e usar menos o carro tem feito muito sucesso. Para garantir um consumo consciente e voltado ao meio ambiente, fique atento:

  • Ao invés de jogar fora aquilo que não quer mais, doe.
  • Invista em atividades ao ar livre.
  • Dê preferência a produtos que tenham a embalagem reciclável.
  • Consuma frutas da época, mais saudáveis e mais baratas.
  • Separe o lixo para reciclagem.
  • Analise a procedência e atividades de produtores e fabricantes antes de adquirir algo.

4 – Use a água e a energia elétrica com sabedoria

Ainda respeitando o meio ambiente, é necessário cuidar e respeitar bens finitos como a água e, consequentemente, a energia. Por isso, adote atitudes como:

  • Fechar a torneira enquanto escova os dentes, faz a barba, toma banho ou lava a louça.
  • Use a máquina de lavar sempre em sua capacidade máxima.
  • Apague as luzes de ambientes que não estão sendo usados.
  • Prefira lâmpadas econômicas.
  • Verifique a quantidade de energia que um eletroeletrônico gasta antes de comprá-lo.
  • Tire aparelhos da tomada quando não estiverem sendo utilizados.
  • Convide todos da casa para assistir TV no mesmo cômodo.
  • Confira as contas mês a mês visando economizar.

5 – Mobilize as pessoas

Com tudo isso em mente, é a hora de mostrar aos outros que ser um consumidor consciente faz bem para todo mundo e aprender a ir além e dar mais um passo rumo ao consumo totalmente consciente. Para isso:

  • Incentive as pessoas de casa a seguirem seus passos e aproveite para mais tempo com a família e amigos.
  • Pense e aconselhe os outros a pensarem de forma consciente.
  • Invista no consumo compartilhado, troque peças, empreste e alugue.
  • Não jogue alimentos fora e aprenda a fazer receitas com o que você acha que não serve mais.

 

 

 

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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