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02 julho 2015

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O brasileiro já sabe que atitudes cotidianas ligadas ao consumo devem ser tomadas. Agora, é hora de entender o porquê e colocá-las em prática

Atualmente, consumir mais do que se deve, sem pensar nos resultados – financeiros, ambientais e sociais – e no que isso pode acarretar, virou um problema para nós mesmos e para o próximo. Afinal, não dá mais para tomar um banho demorado sem pensar que a água está acabando, certo?

Um indicador inédito lançado hoje pelo SPC Brasil e pelo Portal  ‘Meu Bolso Feliz’  revela que, embora o brasileiro reconheça que as atitudes cotidianas ligadas ao consumo sejam importantes para a vida em sociedade, nem todos praticam, individualmente, essas atitudes e mais: apenas dois em cada dez brasileiros podem ser considerados consumidores plenamente conscientes.

O levantamento concluiu ainda que 7 em cada 10 brasileiros são consumidores em transição, ou seja, tem frequência entre 60 e 80 por cento nas atitudes e comportamentos adequados. Por isso, na hora de consumir bens e serviços,  além de tomar cuidado para as aquisições não pesarem no bolso, é importante pensar, também, nas implicações sociais e ambientais. “Os entrevistados demonstram uma visão relativamente limitada sobre o que é consumo consciente. Na prática, a grande maioria não tem o consumo sustentável  como prioridade em seu dia a dia”, afirma o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

A partir desses resultados, o Portal Meu Bolso Feliz traçou o B-a-bá do consumidor consciente e listou dicas para colocar em prática ações que realmente fazem a diferença para a sociedade, o meio ambiente e o nosso bolso. “Mudanças simples de atitude podem fazer grande diferença, como planejar melhor as compras, diminuir o tempo no banho e aprender a utilizar de forma mais adequada aparelhos domésticos. Além de contribuir para a preservação do meio ambiente, o consumidor ainda garante uma boa economia”, lembra Marcela.

Porque ser um consumidor consciente

Atualmente,  usamos 25 por cento a mais de recursos que a natureza é capaz de repor. Assustador, certo? É preciso mudar urgentemente a maneira como consumimos e usamos os recursos naturais.

Segundo a pesquisa, falta de tempo, e a distração ou esquecimento são as principais justificativas para as pessoas não praticarem o consumo consciente. “Infelizmente nem todo mundo pensa na natureza ao usar racionalmente os recursos naturais. O que elas não levam em conta, no entanto, é a economia pessoal que o consumo consciente traz com ele. Economizar recursos é economizar dinheiro”, lembra Vignoli.

Comprando apenas o que se necessita e tomando decisões inteligentes, você reduz as demandas por recursos naturais, ajuda sua própria saúde financeira e ensina mais pessoas a pensar de forma consciente. “Eu sempre soube que era preciso fazer algo, mas nunca achei que pudesse fazer a diferença. Há 6 meses fui morar com meu namorado e meu estilo de vida mudou. Tive que apertar os cintos porque outras despesas apareceram e, junto a isso, foi necessário me adequar a vida dele, que já era muito mais consciente. Como mudanças práticas, passei a comprar menos roupas e usar a criatividade para me arrumar. Organizei um bazar para esvaziar os armários que diminuíram com a mudança e ganhei uma graninha extra. Além disso, passei a reciclar o lixo, compras apenas alimentos saudáveis e em menor quantidade para não jogar tanta coisa fora. Comecei a me preocupar com a conta de luz e água, diminuindo consideravelmente meus custos com isso, e sabe qual foi o resultado? Uma economia de quase 20 por cento no meu orçamento e 2,5 quilos a menos. Estou feliz e muito mais realizada”, conta Natália Batista, 28 anos.

Para fazer como Natália, o Portal Meu Bolso Feliz listou algumas atitudes simples que podem te transformar em um consumidor consciente:

Práticas financeiras

  • Planejar a compra de produtos mais caros, adquirindo somente se couberem no seu bolso e evitar compras parceladas, sobretudo se comprometerem seu rendimento mensal.
  • Tomar cuidado com promoções, afinal, sempre haverá boas oportunidades de preço. Se não tiver dinheiro não compre.
  • Priorizar a qualidade dos produtos e não as marcas famosas.
  • Emprestar e pedir emprestado ao invés de comprar.
  • Pensar muito bem antes de adquirir algo, não importa sua natureza (roupas, eletrônicos, bens de consumo).
  • Preferir produtos que durem mais e não os mais baratos.
  • Pesquisar muito bem os preços antes de adquirir um produto.
  • Não usar o cheque especial.

Práticas sociais

  • Saber se o produto pode ser reutilizado.
  • Evitar jogar alimentos fora.
  • Pensar no que tem em casa e qual o destino ideal para aquilo que não usa mais: doação, troca, reciclagem.
  • Não utilizar o carro quando for para algum lugar próximo.
  • Não recorrer à produtos pirata por causa do seu preço baixo.
  • Evitar imprimir muito papel.
  • Não comprar produtos de lojas ou empresas que adotam práticas prejudiciais ao meio ambiente ou à sociedade.
  • Incentivar a família e amigos a economizar e pechinchar nas compras.

Práticas ambientais

  • Lembrar que que álcool polui menos que a gasolina.
  • Reciclar o lixo doméstico para coleta seletiva.
  • Consumir frutas e verduras de época, pois são mais baratas e saudáveis.
  • Fechar a torneira enquanto escova os dentes.
  • Não lavar a casa ou calçada com mangueira.
  • Fechar a torneira enquanto ensaboa o corpo no banho.
  • Usar a máquina de lavar roupa na capacidade máxima.
  • Apagar as luzes de ambientes que não estão sendo utilizados.
  • Utilizar lâmpadas fluorescentes em casa.
  • Compartilhar o uso da TV entre os moradores da casa.
  • Retirar aparelhos elétricos das tomadas.
  • Incentivar outras pessoas a economizar água e luz.

Tomando algumas dessas atitudes, em pouco tempo, você terá uma vida mais leve, mais barata e terá recuperado sua saúde financeira e social. Vamos começar?

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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