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05 abril 2017

Veja 14 dicas práticas para controlar os gastos feitos com o ticket, economizar nas refeições e conseguir que o benefício dure todo o mês

A maioria dos trabalhadores que possui carteira assinada conta com uma série de benefícios, do vale-refeição ao vale-transporte e seguro saúde. O benefício de alimentação e refeição tem origem no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), elaborado pelo Ministério do Trabalho e instituído pela Lei nº 6.321, de 1976. De acordo com dados do Ministério e também da Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador (ASSERT) em 2015 o programa beneficiou 19,5 milhões de pessoas entre os que recebem vale-refeição e alimentação. Desse total, foram atendidos pelo sistema convênio 62,7% da força formal de trabalho (vale-alimentação representa 38,8% e o refeição, 23,9%). Portanto, pode-se dizer que mais de 12 milhões de trabalhadores tiveram acesso ao benefício do ticket em 2015.

No entanto, segundo pesquisa realizada pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), uma em cada cinco pessoas que possuem vale-refeição e/ou alimentação não controlam os gastos feitos com esses tickets (20%). Além disso, 27% admitem extrapolar o valor dos benefícios, sendo necessário complementar o total. “O vale-refeição ou alimentação é um benefício financeiro que, quando bem administrado, se torna um aliado do trabalhador, seja nas despesas diárias como alimentação fora de casa, seja nas compras do mês, impactando positivamente a renda da pessoa”, diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Além de evitar que o profissional que recebe o benefício tenha que gastar mais do próprio salário com alimentação, o vale-refeição, quando utilizado de modo inteligente, pode até resultar em economia extra. Afinal, sobrando dinheiro no ticket, é possível utilizar o montante fora do horário de almoço ou mesmo nos fins de semana. “Mas isso, claro, apenas se a pessoa souber controlar os gastos, conseguindo que sobre algo no fim do mês”, complementa Marcela.

Num momento econômico em que o país sofre uma recessão que segue há quase três anos, economizar no dia a dia é algo mais urgente do que nunca. Por isso, listamos 14 estratégias para o trabalhador economizar ao usar o vale-refeição.

Como economizar no vale-refeição

  1. Saiba o limite que possui e controle o valor diariamente. Além dos aplicativos das empresas fornecedoras do vale-refeição (Ticket, Visa, etc.) apps como o Controle VR e o Saldo Vale Alimentação ajudam nesta estratégia. “De modo fácil e rápido, pode-se conferir quanto possui de saldo e também a média de quanto gastar por refeição até o final do saldo. É sempre bom, antes de sair para o almoço, dar uma conferida no seu saldo”, ensina Marcela.
  2. Cuidado com o hábito de usar seu ticket para pagar jantares, bares e até compras no mercado. Lembre-se que o valor é para custear seus almoços, feitos durante o expediente. Para aproveitar o valor em horários e dias alternativos, economize nos almoços! Assim, ao final do mês, terá crédito para utilizar em programas e compras pessoais.
  3. Tenha foco para não gastar mais do que pode. “O cartão dá a falsa impressão de que não se está gastando dinheiro, mas o crédito está indo embora. Isso é perigoso para quem não controla os gastos”, alerta a economista.
  4. Procure comer em restaurantes por quilo, normalmente mais baratos.
  5. Antes de se servir no quilo já olhe todas as opções e escolha com antecedência. Isso diminui a chance de pegar comida demais.
  6. Nada de se deixar iludir pelo tamanho do prato, muitas vezes maiores em restaurantes por quilo. O que acontece é que a pessoa acha que tem pouca comida e acaba pegando mais e desperdiçando. Para não cair na pegadinha, coloque os alimentos apenas na região central do prato, sem utilizar as bordas.
  7. Atenção a alguns alimentos mais pesados. “Nunca pego purê de babata em quilo porque é pesado demais. Quando é uma comida diferente, que não faço em casa até vai, mas purê, carne com osso, massas pesadas, deixo de fora”, diz o gerente Eri Veronese.
  8. Preste atenção na quantidade de comida que te deixa saciado e procure não ultrapassar esse montante.
  9. “Ah, mas sempre vou comer no mesmo lugar? Ninguém aguenta”. Certamente vez ou outra o trabalhador sentirá vontade de provar outro tempero ou mesmo ir num restaurante à lá carte. “Escolha um dia na semana, na quinzena ou no mês, dependendo de quanto tiver no vale-refeição e do custo dos locais ao redor do seu trabalho, para comer algo diferente e até gastar um pouco mais. O problema é quando gastar demais se torna um hábito não compatível com sua renda”, aconselha José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz.
  10. Sempre que possível, evite comprar bebidas e sobremesas, que costumam ser mais caras nos restaurantes. Quem não abrir mão de beber ou comer um docinho durante as refeições pode trazer de casa ou comprar em um lugar mais barato. Além disso, vale evitar o cafezinho no restaurante. Deixe para tomar quando retornar à empresa, onde a bebida geralmente é de graça.
  11. Faça um reconhecimento do terreno ao redor do seu trabalho, ou seja, caminhe para um pouco mais longe, vendo se há lugares bons e mais baratos. Especialmente nos grandes centros comerciais, os preços costumam ser mais salgados.
  12. Para atrair mais clientes, alguns restaurantes têm programas de fidelidade, que dão brindes após um determinado número de refeições naquele lugar. “Na minha carteira tenho cartões de tudo que é lugar: quilos, cafeterias, lanchonetes. Poxa, uma refeição de graça já é uma boa economia”, diz o gerente Eri.
  13. Outra dica é procurar comer em horários alternativos. Alguns quilos oferecem desconto após, por exemplo, as 14h, quando o movimento cai bastante.
  14. Procure levar lanches de casa para comer entre o café da manhã e o almoço, assim não chegará ao restaurante com tanta fome.

 

Paula Aftimus

Jornalista com especialização pela State University of New York, editora de publicações e portais do Grupo Abril e do Grupo LANCE!, especialista em mídias digitais e marketing de conteúdo. MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Projetos pela FGV.

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