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Uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo mostrou uma realidade que achávamos não existir mais nos dias de hoje no mundo dos esportes.

Para nós, fãs, ou simples espectadores, esporte, hoje,  é um filão de negócios inacreditável. Os salários divulgados ultrapassam em muito o faturamento de milhões de empresas, sem contar os prêmios, licenças de uso de imagem, produtos licenciados… É uma espécie de euforia, muito distante da vida dos cidadãos comuns, mas um sonho de milhões de jovens que almejam chegar ao topo da fama e da fortuna.

Em primeiro lugar, quando vemos um jovem de talento esquecemos que já existiu muito trabalho até ele chegar lá. Trabalho, competência e, em muitos casos, a famosa sorte, o “estar no lugar certo na hora certa”.

No passado, ou mesmo hoje, com certa frequência – e vamos focar no mundo do futebol – ficamos sabendo de jogadores que alcançam o estrelato, mas, tempos depois, são descobertos em situação financeira muito difícil, com o triste risco de estarem também atolados em dívidas, álcool ou drogas.

O artigo cita também que, ainda hoje, os atletas, inclusive dos grandes clubes, têm muita dificuldade em controlar suas finanças, gastando mais do que podem, se embriagando na fama e nas conquistas fáceis que o dinheiro em excesso pode trazer.

Interessante notar que tal comportamento não é exclusividade dos nossos jogadores, que, em sua maioria, são jovens, sem uma vida escolar regular, além de terem que se dedicar a fundo nesta curta carreira profissional. E, em detrimento da fama tão desejada, deixam de lado a aquisição de novos conhecimentos.

Exemplos não faltam, mas o caso mais notório entre nós é do genial Garrincha e, lá fora, do irlandês George Best, ídolo do Manchester United, que ganhou milhões entre as décadas de 1960 e 80. Falta de controle, más companhias, desconhecimento para gerenciar finanças… Ele mesmo declarou: “gastei 90% do meu dinheiro em bebida, mulheres e carros. O resto eu desperdicei”.

Esta situação, mais atual do que imaginamos, é refletida pelo baixo aproveitamento das oportunidades oferecidas pelo Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo, como nos revela a publicação; afinal,  o próprio presidente da entidade declara que “nosso desafio  é conseguir quebrar esse paradigma de que atleta não se interessa em aprender as coisas”.

Entretanto, são estes mesmo atletas que se tornam referência na sociedade ditando tendências de moda, costumes e ações.

Cada pequeno passo na divulgação da educação financeira é importante para nossa sociedade e estes personagens, tão valorizados e visados, poderiam se tornar referencia para que nossos jovens procurem ter um futuro financeiramente mais equilibrado.

Falta muito, mas felizmente alguns já se conscientizaram disso.

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