Quem é “turrão” empaca em suas próprias posições para marcar território em jogos de poder que intensificam impasses, transformam muitos conflitos em problemas crônicos e impedem a construção de consensos.

Na raiz dessa atitude, uma enorme insegurança. “Não cedo nem um milímetro!”. Há também o medo de perder a própria identidade: “Se mudar de opinião deixarei de ser eu mesmo”. Isso configura rigidez, que também revela o orgulho de “não dar o braço a torcer”. Uma falsa demonstração de força.

Melhor do que ganhar uma discussão é ver o que podemos ganhar com ela. A disposição para ouvir os argumentos e os pontos de vista do outro e a habilidade de expressar com clareza nossa visão sobre a situação prepara o terreno para descobrir os pontos em comum mesmo quando há profundas divergências. Aprimorar a capacidade de escuta permite ampliar a visão de ambas as partes sobre a situação. Isso permite maior flexibilidade para rever nossa posição e construir uma saída satisfatória para resolver o impasse. Nesse sentido, ter flexibilidade não significa ceder no sentido de se submeter.

Por outro lado, há quem tente sistematicamente resolver conflitos cedendo, abrindo mão de seus desejos e necessidades para se submeter às exigências dos outros. São as pessoas “boazinhas”, que temem ser rejeitadas caso explicitem discordância. Com isso, acumulam secretamente ressentimento e mágoa. Crianças que abrem mão de seus pertences quando coleguinhas tirânicos assim o exigem, mulheres que se anulam para ceder aos caprichos de companheiros machistas, adolescentes que aceitam as regras impostas pelos “populares” para fazer parte do grupo são alguns exemplos de submissão.

A questão é ser flexível para avaliar o que é possível ceder para obter melhores resultados na construção de um consenso que resulte em uma solução satisfatória para ambas as partes.

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