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Você prestes a voltar ao trabalho, deixando em casa aquela figurinha doce e esperada. Quatro meses se passaram num piscar de olhos; agora é decidir: babá ou creche?  Tadinho, você pensa, com o coração apertado. É decisão difícil sim, por isso deve ser feita com calma, porque a emoção nesse momento não é boa conselheira. Primeiro é preciso definir o que vocês, pai e mãe, desejam. Ideal é começar bem antes de a licença se esgotar. E como é raro hoje se poder prescindir do trabalho, provavelmente o que precisará ser definido é onde e com quem a criança vai ficar. Por mais que todos afirmem que creches são os locais ideais é preciso estar pessoalmente convencido. São muitos os medos: medo de a criança não se sentir feliz; de dividir o amor dela com outras pessoas; de que ela se sinta abandonada. Etc. Praticamente todos têm esses momentos de angústias, porque o que se sente pelos filhos só compreende quem também os tem. Qual a melhor idade para colocar na escola? Como ter segurança de que se está tomando a melhor decisão? Até dois anos, se um dos pais não trabalha fora, e pode (e quer) ficar com a criança, ótimo: é extremamente importante a convivência por questões de segurança e pela formação de vínculos. E, a não ser que haja uma abençoada vovó disponível, a melhor decisão é selecionar bem a creche. Os argumentos mais comuns dos que preferem deixar o filho em casa são: a criança fica mais exposta a doenças; outras crianças podem agredi-la; vai aprender um monte de coisas inadequadas, palavrões e outras bobeiras. Realmente a criança poderá correr alguns desses riscos – ou todos. Considerando, porém, que em casa, outros mais graves e mais difíceis de serem detectados existem, vale a pena pesar as vantagens das escolas. Matematicamente falando os perigos tornam-se pequenos, comparados aos ganhos. Comece respondendo: Até quando poderá manter seu filho numa redoma? Mais um ano? E nesse ínterim ele não vai se relacionar com crianças no play ou na pracinha? E a babá não vai também se relacionar com ele?  E, ainda que todas as babás fossem eficientes e carinhosas, você poderia acompanhar o tempo todo como ela cuida do seu filho? Portanto, um benefício imediato é o fato de que, na creche, seu filho sai da dependência de uma pessoa passando a várias, treinadas e supervisionadas. Outros ganhos indiscutíveis são intelectuais e sociais. A criança que tem contato com outras é mais sociável, menos egocêntrica e mais tolerante; e crianças adoram conviver com gente do seu tamanho. Já observou o encantamento de um bebê que, na rua, de dentro de seu carrinho, se depara com outro? As trocas emocionais e as aprendizagens sociais são processos que só se efetivam nesses contatos. Sem falar no trabalho incrível que professores especializados em educação infantil promovem. As atividades pedagógicas diárias influenciarão depois na alfabetização e durante todo o ensino fundamental. Outro ganho precioso: estando na escola, diminui muito o tempo e a precocidade da exposição da criança à tevê, joguinhos e Internet. Economicamente falando, não dá para pensar duas vezes, dá? Se você já se convenceu de que creche é tudo de bom, está pronto para a próxima etapa: escolher a escola adequada! Tema do mês que vem!

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(*) Mestre em Educação, Filósofa, Escritora. Autora de “Educar sem Culpa” entre outros.

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