45324532

21 agosto 2014
mbf_banner_noticias_03-awu6x-ywgon
De que forma agir, no dia a dia, para transformar seu filho em um adulto financeiramente responsável e inteligente

Ensinar os filhos a poupar, dar valor ao dinheiro e a se organizar financeiramente são apenas alguns dos vários desafios enfrentados por pais quando o assunto é a educação dos filhos. “O primeiro passo para educar seu filho financeiramente está em ensinar os princípios de gratidão e valor do trabalho”, ensina Ana Paula Hornos, educadora financeira e autora do livro Crise financeira na Floresta (Editora Scortecci). A criança deve dar valor às coisas que ganha (gratidão) porque sabe que tais aquisições só foram possíveis por causa do esforço (trabalho) dos pais.

Depois, ao ensinar às crianças o valor do dinheiro, é fundamental que os próprios pais deem bons exemplos. Simples? Não segundo uma recente pesquisa do portal Meu Bolso Feliz e SPC Brasil, em que 76% dos entrevistados com filhos admitiram já ter ficado inadimplentes. “O problema dos pais com dificuldades para lidar com o dinheiro é que dificilmente eles terão um pensamento crítico em relação aos gastos excessivos dos filhos”, avalia Tania Zagury, filósofa e mestre em educação.

Uma prova de que paciência e bons exemplos são o caminho para educar os filhos financeiramente é o caso de Thaís Ribeiro, 26 anos, de São Paulo. “Quando eu tinha apenas 9 anos meu pai começou a me dar mesada. Só que mensalmente ele pedia também um balanço dos meus gastos. Assim, todo mês ele refletia junto comigo sobre minhas compras. Com o tempo, ele deixou de cobrar este balancete e eu aprendi a poupar, algo que faço até hoje”, lembra a estudante de medicina.

9 DICAS PARA EDUCAR FINANCEIRAMENTE SEUS FILHOS, NA PRÁTICA:

Valores: “Ensinar valores como gratidão, contentamento e a importância do trabalho, de forma positiva, são essenciais para construir a saúde emocional e financeira do seu filho”, aconselha a economista Ana Paula. Lembre-se que educação financeira é um trabalho diário.
1 – “Porque não” não é resposta: Não tenha receio de dizer aos seu filho que não pode comprar algo por não ter dinheiro. Mas, explique o que isso significa, exatamente. Afinal, crianças são observadoras. Logo você será questionado do porquê algumas coisas podem ser compradas e outras, não. Neste momento, mostre de onde vem o dinheiro e como ele é distribuído no orçamento familiar.

2 – Questão de escolha: Mostre à criança que os recursos financeiros da família são limitados e que, por isso, todos devem fazer escolhas. Ao utilizar o recurso da mesada, exercitar a autonomia do seu filho fica mais fácil, já que ele deverá controlar sua “renda”.

3 – Poupar: Ensine, no dia a dia, que pequenas atitudes ajudam a economizar o dinheiro da família e que são importantes para que se alcance objetivos. Explique que, assim como ela treina para um esporte, ficando melhor a cada dia até o grande jogo, é necessário um preparo antes de sair gastando. Ela deve se preparar hoje para realizar seus desejos amanhã.

4 – Brincando de pesquisar preços: “Sempre que íamos ao mercado, minha mãe me desafiava para ver qual de nós duas acharia o mesmo produto com o menor preço. Hoje eu entendo que a ‘brincadeira’ era, na verdade, um jeito de me ensinar a economizar”, conta a secretária paulistana Vera Marina Ferreira, 31 anos. Mostre que há itens caros, que não cabem no orçamento da família, e baratos, que podem ser comprados. Explique também que nem sempre o produto mais barato é de qualidade inferior.

5 – Você precisa disso? Crianças confundem necessidade e desejo. Querem algo porque o colega tem, o jogador de futebol famoso usa ou simplesmente porque parece divertido. Considerando que a renda familiar é dividida, que escolhas devem ser feitas (prioridades) e que para se conseguir algo que se deseja é preciso poupar, ajude a criança a entender a relação custo-benefício da nova aquisição. Muitas vezes ela própria preferirá não fazer a compra.

6 – Diferença social:Cedo ou tarde as crianças conviverão com pessoas de maior poder aquisitivo. A educadora financeira Ana Paula recomenda: “Tenha conversas mensais sobre dinheiro com sua família. Ensine seu filho a viver dentro da realidade financeira que você pode suprir”. Explique também que ter certos itens não é, necessariamente, sinônimo de riqueza. Ensine que algumas pessoas querem tanto ter coisas que acabam se endividando para consegui-las. E que isso não é ser rico.

7 – Crédito: Mostre à criança que todo crédito que os pais utilizam (como cartão de crédito, cheque especial, cartões de loja ou financiamentos bancários) não podem ser considerados um dinheiro adicional da família. São, por outro lado, uma dívida a ser paga.

8 – Solidariedade: Ensinar os filhos a doar e compartilhar suas coisas é grande parte da educação financeira.Dessa maneira as crianças não apenas desenvolvem o desapego à coisas materiais como entendem que algumas pessoas têm mais e outras, menos. E que, quando possível, devemos compartilhar.

 

Paula Aftimus

Jornalista com especialização pela State University of New York, editora de publicações e portais do Grupo Abril e do Grupo LANCE!, especialista em mídias digitais e marketing de conteúdo. MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Projetos pela FGV.

Veja também

dia-das-maes-presentes-ideias
Ideias de presentes baratos para cada estilo de mãe
Separamos cinco estilos de mães e sugerimos ideias tanto de programas baratos para o Dia das Mães quanto de   [...]
mbf_banner_noticias_01
Presentes para namorados a partir de R$7,50
Faça o teste para descobrir a personalidade do seu par e invista na lembrança perfeita Para não correr o ri  [...]
emprestimo-consignado
Quando vale a pena tomar empréstimo consignado
O empréstimo consignado é uma boa opção em algumas situações, mas pode ser uma fria em outras. Veja quan  [...]